Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Sim, vento, eu sei

No meio do meu quarto, sinto as paredes aproximarem-se de mim, como se tudo se tornasse mais apertado à minha volta. Tento fugir, desaparecer, mas não consigo misturar-me na multidão. Sinto o sufoco de risos histéricos e cínicos, de sorrisos falsos, de alegrias fingidas, de lágrimas escondidas refectidos em todos os que passam por mim. A multidão apenas é o espelho da minha alma. Por isso, tento recolher-me ao meu quarto, escondendo-me dos outros para que não veja o reflexo do que sou. 

Tenho medo de mim, tenho medo do que agora sou. Olho-me no espelho, mas ele apenas reflecte o que sou por fora e vejo que cresci. Cresci também por dentro, mas também o vazio cresceu em mim. Se o espelho reflectisse a alma, sei que apenas veria as trevas, o escuro, o vazio, o abandono a que me votei voluntariamente. Sou irremediavelmente triste desde que te disse adeus e te deixei partir. Acredita que há muito que o meu sorriso perdeu a alegria que tinha, há muito que o meu olhar perdeu o brilho. Hoje sou apenas o que as pessoas reflectem de mim quando passo, sou apenas fingimentos e enganos.

O vento sussurra, enquanto me esforço por passar por entre a multidão, desviando o meu olhar. O vento sussurra enquanto tento fugir de mim. O vento sussurra as verdades de que sempre fujo.

Mas hoje não vou fugir, hoje quero ouví-lo com atenção, hoje vou ouvir o seu sussurro a passar por entre as frestas da janela. Apenas para confirmar o que hoje quero afirmar, apenas para ter alguém com quem falar.

Sim, vento, eu sei. Há muito que não sei amar alguém como o amei (e ainda amo) a ele. Há muito que não sei o que é entregar o meu coração a alguém que não seja ele. Há muito que não sei o que é desejar alguém como o desejo a ele. Há muito que não sei o que é sonhar com alguém que não seja ele. Há muito que não sei o que é chorar por alguém que não seja ele. Há muito que não sei o que é sorrir verdadeiramente para alguém que não seja ele. Há muito que não sei o que é sentir saudades de alguém que não seja dele.

Sim, vento, eu sei. Há muito tempo que ele partiu, há demasiado tempo para mim.

Sim, vento, eu sei. Há muito que ele devia pertencer ao meu passado.

Sim, vento, eu sei. Sou eu, e apenas eu, a culpada de tudo em que me transformei. Sou eu, e apenas eu, a culpada dos meus sorrisos tristes, do meu riso falso, das minhas alegrias fingidas, da minha máscara que só uso durante o dia, para que os outros não vejo o que sou. Sou eu, e apenas eu, a culpada das lágrimas que ainda choro todos os dias, das mágoas que ainda sinto, das recordações que ainda recordo. Sou eu, e apenas eu, a culpada de ainda o amar.

Sim, vento, eu sei. Sim, a minha alma estilhaça-se um pouco mais a cada dia que passa, os meus limites de dor são ultrapasados todos os dias, as minhas forças perdem-se um pouco mais a cada dia que passa.

Sim, vento, eu sei. Se hoje tenho medo do que sou, foi porque deixei que todo o meu ser se transformasse neste enorme e horrendo sufoco, neste imperfeito e disforme inferno.   

Sim, vento, eu sei. Não mais conseguirei apagar totalmente as mágoas por as ter arrastado durante muito tempo, não mais conseguirei fazer desaparecer todas as cicatrizes que provoquei em mim por não o esquecer, não mais conseguirei reparar os estilhaços da minha mutilada alma.

Mas vento, não me peças ainda para o esquecer. Não, não é por não o querer fazer é apenas por ainda não ter forças para o fazer. Peço-te que continues do meu lado vento, peço-te que para que nos dias em que eu volte a fugir, transformes o teu sussurro, num grito. Peço-te que me acompanhes sempre, pois sozinha não conseguirei nada. Peço-te que me relembres a cada dia tudo aquilo que hoje me disseste.

Sim, vento, eu sei.  

       

 

 

 

        

música: Forgiven - Within Temptation
sinto-me: Em mil estilhaços

publicado por Morceguinha às 18:57
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Lost or Broken: who cares?

Uma vez mais deprimida, uma vez mais desesperada.

Quantas vezes penso em ti? Quantas horas do meu dia desperdiço contigo? Quantas lágrimas já chorei e choro?

Sinto-me a sufocar, a mergulhar numa imensa escuridão. Não quero deixar-te, mesmo tendo tu já tu me deixado, mas por outro lado, não posso continuar a ter-te dentro de mim. Tento ocupar a minha mente, para me recusar a pensar em ti, mas a cada momento de distração tu voltas. Tento abstrair-me de ti, mas a única coisa que consigo é pensar mais em ti. A cada verso de cada música que ouço, recordo-te, recordo-me do que eramos, do que eu era antes e do que fui contigo. E a angústia volta, por saber que perdi o que era, por saber que me levaste o melhor de mim. Agora apenas ficou o vazio, a dor, a tristeza, a mágoa e fragilidade.

Só queria ter sido uma pessoa fria, despegada das pessoas, só assim teria conseguido sobreviver e agora estaria (talvez) melhor. Mas, nunca fui assim. Sou sentimentalista incurável, sou exageradamente emotiva. E por isso sofri e sofro por te ter deixado, quando ainda gostava de ti, por ter deixado fugir a única pessoa que me fez sentir única. Deixei fugir quem gostava e com ela deixei fugir a minha alegria, o meu sorriso.

Hoje sou um farrapo, um fantasma, alguém que perdeu o que de melhor tinha em si. Sei que nuca serei capaz de recuperar totalmente, continuo a não conseguir sentir nada por alguém como senti por ti. E tudo o que já senti por outros foi meramente racional, foi a sensação de que com eles estaria segura e nunca sairia magoada, mas não consigo deixar que eles se aproximem muito, pois eles não merecem alguém como eu. Não merecem alguém que nunca seja capaz de os amar realmente.

Quantas vezes tentei eu esquecer-te e continuo a tentar. Sei que o que fiz na altura estava correcto, tu já não gostavas o suficiente de mim para continuarmos juntos, não fazia sentido continuar a adiar o inevitável. Mas doeu e ainda dói, seria tão melhor que tivesses sido tu a tomar a iniciativa, eras tu que já não sentias o suficiente, porque tiveste de deixar para mim essa "missão".

Cada dia que passa, me habituo ainda mais a esta dor que já não doi, a esta ferida aberta que não curou. Tento conviver com ela, porque ela é o que resta de nós, mas tenho dias que não aguento, em que a dor psiquica é tão grande que só queria que parasse, só queria acabar com tudo isto de uma vez. Mas não consigo. Sou demasiado fraca para isso e, por vezes, demasiado racional.

Podes ficar descansado que nunca morrerei por ti, nunca terás esse peso na tua vida. Neste este nem outro, porque uma vez que não vou conseguir cumprir o que te prometi, vou ter de deixar de falar contigo. Desculpa, mas não consigo ocupar o lugar de melhor amiga, que ouve todos os teus desabafos sobre as raparigas que gostas e que não consegues conquistar. Não era justo para mim ocupar essa posição. Acredita que tentei, mas é ainda mais doloroso, do que ter a certeza de que não voltas para mim.

Sim, continuo a amar-te, não sei se da mesma forma, mas talvez com a mesma intensidade. Sei que não gostas que diga isto, mas este é o meu blog, o meu espaço, o único que tenho para desabafar, uma vez que estou longe as minhas amigas. Escrever ajuda-me, mesmo que não por muito tempo.    

sinto-me: Ocupada por ti
música: Hello - Evanescence

publicado por Morceguinha às 17:15
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Wake up:it just a dream

Não estou a conseguir aguentar mais. A cada passo que dou sinto-me a ficar sem folego, só queria fechar os olhos e deixar-me ir. Queria deixar-me levar por esta música triste que me acompanha sempre, por este som que prende e seduz. Doce fantasia de felicidade, amargo sabor a engano. Sei que nada do que ouço nessa canção é real, mas quero deixar-me levar. É tão mais fácil fazê-lo, é tao mais fácil enganar-me do que enfrentar a realidade fatal dos meus tristes dias: estou completamente só, mesmo que no meio de multidões.

Sinto-me vazia, sufocada, sem qualquer esperança. Não suporto mais esta condição. Quero abandonar-me à melodia encantada que todos os dias ouço, que todos as noites me embala. Mas nunca o farei, sei que não. Tento agarrar-me todos os dias ao pouc que tenho, mas às vezes até esse pouco me é tirado, e nesses dias desespero.

Porque me segues, ó mórbida melodia? Porque me persegues a cada passo? Porque me queres tanto para ti? Deixa-me ir, liberta-me, deixa-me voar para longe. Afasta-te de mim e não me tentes, não me roubes a sanidade que me resta. Não me faças cair na tua doce teia de engano, de hipotética libertação das almas perdidas. Não continues a cantar e a murmurar, já não consigo ouvir mais o que me dizes.

Não quero ser mais uma das tuas vítimas, não quero ser arrastada no teu turbilhão de energia negativa. Deixa ficar o que resta de mim, não o queiras levar, pois tudo o que já perdi te pertence. Não queiras mais sacríficos ou sortilégios para o teu altar de sonhos desfeitos. Deixa-me acordar, deixa-me deixar de sonhar com as tuas promessas. Deixa-me seguir caminho......

sinto-me:
música: Love is dead - Tokio Hotel

publicado por Morceguinha às 22:37
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Ninguém

Já há muito que não escrevo, mas o tempo nem sempre dá para tudo, e também cansa escrever sempre o mesmo. Pois é o meu estado é muito monótono, muito soturno, muito depressivo. Continuo sem forças, sinto-me no meio de uma bola de neve que cada vez mais aumenta de tamanho. Sinto-me só! Sinto-me perdida! Sinto-me à beira do precipício! Por favor, não me empurres, não me faças cair. Deixa-me tentar encontrar o meu lugar, deixa- -me encontrar a minha paz interior. Preciso de lutar contra a tua força esmagadora, mas apenas me resta um último folego. Preciso arrancar de mim as tuas raízes, mas não tenho a força necessária. Preciso de apagar de mim as recordações, mas não consigo fazê-lo. Sinto-me a definhar lentamente, novamente. Como consegues tu fazer-me isto? Preciso de esquecer, pois não posso mais fugir. Ainda sinto a tua presença, e por isso estou em constante agonia. Só queria conseguir deixar tudo para trás e seguir em frente de cabeça erguida. Mas a única coisa que consigo é chorar, é desesperar e sentir-me só. Preciso de alguém que me ouça, sem dizer nada. Alguém que não tente obrigar-me a esquecer-te, mas antes que me ajude a fazê-lo. Tão farta de ouvir frases feitas, de fórmulas infalíveis, de palavras de consolo vazias. Não quero ficar só, nem posso estar. Tenho medo de mim própria, não sei o que posso esperar nos momentos de insanidade. Que é feito de mim? Onde deixei o que era? Como posso encontrar-me? Talvez nunca mais volte a ser quem era, talvez porque tu mudaste tudo em mim, para sempre. Preciso de te dizer adeus, mas para já não consigo e por isso não vou fingir que consigo. Não quero viver de ilusões, como vivi até à bem pouco tempo, em que fingia que me eras indiferente. Só enfrentando a verdade serei capaz de desfazer o feitiço e deixar de ser ninguém.
sinto-me:
música: Forgiven - Within Temptation

publicado por Morceguinha às 22:36
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Neurótica

Hoje estou num estado lastimável, só me apetece gritar, chorar até me doer. Porque é que as pesoas insistem em pensar que sabem aquilo que eu quero? Já experimentaram alguma vez perguntar-me? Porque é que têm de tomar como certo algo que desconhecem. A vida é minha e eu gostava de pelo menos às vezes fazer dela o que bem me apetecer. Não gosto desta minha condição de não conseguir exteriorizar, de dizer na cara aquilo que penso. parece que fui amaldiçoada para que nunca seja capaz de dizer o que penso, para não magoar ninguém. Sou sempre eu que saio magoada, sou sempre eu que fico mal para que os outros fiquem bem. Quem me dera conseguir mudar tudo isto.

Já não consigo fingir que não me importo, quando me importo mesmo. Só quero que isto pare de vez. Não quero continuar a sofrer em silêncio. Farta de esconder dos outros os estilhaços da minha alma, farta de esconder dos outros as minhas lágrimas. Eu não sou tão forte quanto pareço, também tenho os meus momentos de fraqueza, também caio (talvez mais do que os outros), também me sinto um caos na maioria dos dias.

Porque nunca me perguntam o que quero realmente? Eu também tenho opinião, sabiam? Eu também tenho sentimentos, sabiam?

Sozinha, neste quarto vazio, só quero mudar o que sou, inventar um novo mundo só meu. Quero escrever a minha história, quero ser a protagonista de um conto de fadas, quero voar pelo mundo. Mas sozinha, neste quarto, percebo que nada irá mudar amanhã. Nada..... 

música: Runaway - Avril
sinto-me:

publicado por Morceguinha às 22:46
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Cansaço

Nestas últimas semanas, tenho-me sentido sempre no limiar das minhas forças. Sinto-me desgastada, sem reacção, como se fizesse um esforço enorme para me movimentar. Mas este cansaço de físico tem muito pouco, sei que o que sinto é apenas psicológico. Desde que começou a escola que tenho exigido de mim mais do que alguma vez pensei exigir, mas não bastou apenas a escola como lhe tive de acrescentar ainda mais exigências emocionais.

Não consigo prever por quanto tempo mais vou aguentar sem explodir, não sei por quanto tempo mais vou resistir as estas exigências que fiz a mim própria. Não me quero deixar cair, não posso deixar que isso aconteça, porque sei que no dia em que isso acontecer, não conseguirei voltar a pôr-me de pé, pelo menos não sozinha. Pelo menos uma coisa tenho como certa, sei que nunca serei capaz de me suicidar, sou demasiado cobarde para isso. Embora, como diz Daniel Sampaio no seu livro "Tudo o que Temos Cá Dentro",

 "(....)  a morte é a certeza definitiva de que não continuaremos a errar, a segurança derradeira de que a dúvida terminou. A completa confirmação de que já não é possível hesitar, voltar atrás, andar por outro lado. A decisão de caminhar em frente, para o precipício, sem poder escolher nenhum atalho. A estrada que o coração por fim abandonou. Como se estivéssemos de vez sem luz.”, eu sei que nunca tomaria este caminho. Já algumas vezes pensei neste tema, e de cada vez que penso acho que o suícidio, mais do que acabar com a nossa vida, iremos acabar com a vida das pessoas que nos estão próximas. As pessoas que nos querem bem e que se preocupam connosco, aquelas que tentam sempre pôr-nos um sorriso na cara, sentir-se-iam culpados (talvez) por não terem conseguido ajudar. É demasiado triste quando pensamos em acabar com a nossa vida, porque quando isso acontece é porque já não vemos nela nada que nos chame a atenção, nada que nos faça rir, nada que nos faça sentir bem, nada que nos prenda, provavelmente somos invadidos pelo sentimento de vazio interior, sentimo-nos sem vontade de continuar uma existência forçada e insignificante. Mas eu não quero cair nesta existência inexistente, eu quero viver, quero agarrar-me ao pouco que tenho e transformá-lo em muito, quero aproveitar os poucos momentos bons e fazê-los sobressair dos maus, quero transformar um pequeno sorriso num imenso arco-íris. Não me vou deixar ir a baixa, mas para isso vou precisar de ajuda. Vou precisar dos meus amigos, porque sem eles os dias seriam sempre a preto e branco. Preciso de vocês, mais do que nunca, por favor não me deixem ficar mal. Adoro-vos e é graças a vocês que consigo aguentar ultrapassar o limiar das minhas forças. E apesar de cansada, sinto-me sempre um pouco melhor quando algum de vocês se lembra de mim. Obrigada.  

Morcega Cansada :)

 

música: Breakaway - Kelly Clarkson
sinto-me:

publicado por Morceguinha às 21:36
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Sem Rumo

Estou cansada, farta, aborrecida, sem paciência. Estou a desesperar. Apenas passaram quatro dias e já estou no limite das minhas forças. Esforço-me por comandar o meu próprio rumo, por definir o meu próprio caminho, mas ainda perco demasiadas vezes o controlo. Ainda ando à deriva na maior parte do tempo. 

Porque está sempre a alguém à espera que eu tenha forças para me aguentar, para seguir em frente como se nada fosse? Eu não sou, nem nunca serei infalível. Vou continuar a cair uma e outra vez, vou continuar a estilhaçar-me para depois voltar a colocar-me no sítio, vou continuar a chorar e depois fingir que não, vou continuar a sofrer sem que muita gente note, vou continuar a fingir-me de forte quando não o sou, vou continuar a fingir sorrisos quando estou em pedaços, vou continuar....

Sigo sem rumo, sem destino. Procuro encontar a saída há muito esperada. Continuo a batalhar cada dia pela minha sanidade mental, pelo meu equilíbrio emocional. Nem sempre é fácil, nem sempre consigo, nem sempre tenho as forças necessárias, mas obrigo-me a aguentar. Talvez isso me vá destruindo ou talvez me vá tornando numa pessoa mais forte. Não sei o que acontecerá, não sei o futuro, mas continuo, mesmo que esteja sem rumo. Não desisto, embora desespere. Não me rendo, mesmo que tenha perdido. Vou continuar até chegar ao fim, até encontrar algo que me prenda novamente, até encontar o meu novo eu. E nessa altura, já não estarás lá, já há muito que te deixei para trás e sei que nessa altura não serei mais uma rapariga deprimida, assombrada pelos seus fantasmas, serei antes uma rapariga renovada, que enfrentou tudo para poder ser novamente feliz.

Mas enquanto espero por essa meta, vou sofrendo, vou batalhando e enfrentando todos os meus limites, vou-me superando e por vezes vou também cair, entrar em becos sem saída, vou-me perder para depois me encontrar. Não desistirei, não por ti ou pela promessa que te fiz, mas antes por mim e por aquilo que posso vir a ser sem a tua presença a perturbar a minha alma inquieta. Vou ser apenas eu neste caminho ainda sem rumo.  

sinto-me:
música: Good Enough - Evanescence

publicado por Morceguinha às 18:33
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Beautiful Lie (Parte II)

Continuo desesperada, mas estou a tentar não ceder. Sei o que prometi e será isso que eu vou tentar fazer, por mais dificil que seja, por mais doloroso que seja.

Mas não posso dizer que estou sozinha, tenho tido a sorte de ter nestes ultimos dias alguém por perto que me tem tentado ajudar, não apenas um amigo, mas vários. Sinto-me feliz por isso, por saber que aconteça o que acontecer vou ter sempre um amigo por perto. Mesmo que eu não diga nada, mesmo que apenas diga que estou triste e que não me apetece falar, eles estão lá sempre com uma palavra amiga, ou apenas com conversas divertidas. Sei que são estas pequenas coisas que me fazem aguentar melhor, porque sozinha à muito que teria sucumbido. Obrigado por estarem comigo, mesmo que longe. Obrigada pelo apoio que me dão. Obrigada por dizerem que estou bonita, quando estou num farrapo. Obrigada por me fazerem rir, quando apenas quero chorar. Obrigada por aturarem as minhas crises com paciência. Obrigada por me ouvirem. Obrigada por respeitarem o meu silêncio. Obrigada por tudo. Não sei o que seria sem vocês.

Sei que esta fase vai ser das mais dificeis que já passei até hoje e espero contar convosco para me apoiarem. Sei que não preciso de pedir, mas acho que devo fazer este apelo: Nunca me deixem, muito menos agora. Eu gosto muito de vocês e sei que posso partilhar tudo com vocês, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Espero também que saibam que mesmo que esteja mal, podem sempre contar comigo para tudo, tal como sei que posso contar convosco. Adoro-vos por tudo.

E a ti, aquele que eu considerei durante muito tempo o tal, só te posso dizer que estou a tentar e vou continuar a fazê-lo. Sei que ainda vou ter algumas recaídas, mas vou fazer tudo para que tu não saibas que isso. Sei que me disseste que eu não devia ter escondido o meu sofrimento de ti, mas é a única forma de sobreviver. Desculpa se não sou igual a ti, se não gosto de te contar todos os momentos em que tu ocupas a minha mente e em que as lágrimas teimam em cair. Acho que não tens o direito de saber. Desculpa por pensar assim.

Ontem alguém me disse: "Se um dia tiveres de escolher entre o amor e o mundo lembra-te.... sem o mundo não podes ter amor mas....com o amor podes conquistar o mundo." Obrigada por teres dito isto e agradeço a tua preocupação, mas para já apenas esquecer..... Mas obrigada por teres estado lá para dizeres uma palavra de consolo. Vou continuar com esta "beautiful lie", esta promessa impossível até que tudo isto se torne verdade e a promessa se cumpra. Só preciso de tempo...............

 

 

sinto-me:
música: Beautiful Lie - 30s to Mars

publicado por Morceguinha às 19:19
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Beautiful Lie

Agora, depois de falar contigo e de te ter visto chorar fiquei ainda mais desesperada. Nunca esperei essa reacção de ti. Eu gosto mesmo de ti e já sofri muito com o facto de estar sozinha e de saber que tu não sentias e não sentes nada por mim. Mas a dor já me é familiar, já sei conviver com ela, já não me custa tanto. Habituei-me a esta existência fingida, habituei-me a fechar tudo aquilo que me magoa dentro de mim e só sozinho abro espaço para as lágrimas. Desculpa se te magoei ao dizer que continuo a gostar de ti e que choro quase todos os dias por não te ter. Desculpa se ao dizer que já ultrapassei o meu limite de sofrimento por ti, te faço chorar. Desculpa por te dizer que não consigo agir como tua melhor amiga, porque simplesmente gosto de ti não como amigo.

Sei que prometi que não iria sofrer mais por ti e que continuaria ser tua amiga, mas não sei se vou conseguir. Há demasiado tempo que gosto de ti; há demasiado tempo que tento esquecer-te em vão; há demasiado tempo que sinto esta mágoa no meu coração; há demasiado tempo que te recordo. Sei que te pedi tempo para poder cumprir a promessa, mas não sei se todo o tempo do mundo será suficiente para te arrancar de dentro de mim. Espero que me perdoes se não conseguir cumprir a promessa e espero que não me desprezes por ser asim, demasiado agarrada às pessoas de quem gosto.

Nunca me devias ter pedido para te esquecer e eu nunca deveria ter dito que faria isso, mas que precisava de tempo. Não gosto de não cumprir promessas. Vou continuar a sentir a tua falta como sempre senti, mas de forma mais contida. Em nenhum lugar, para além deste blog, falarei de ti. Em nenhum lugar, para além do meu quarto, voltarei a chorar a por ti.

Peço-te apenas tempo.... Tempo para ver o que posso fazer para cumprir uma promessa quase impossível.

Amo-te (esta será a última vez que usarei esta expressão por respeito ao que eu prometi).  

música: Porque - Anjos
sinto-me:

publicado por Morceguinha às 23:15
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Was it a nightmare?

Não consegui postar na quinta, estava demasiado "down" porque alguém resolveu arrancar mais um pedaço de mim. Se continuar a fazer isto a mim própria, a sujeitar-me a tudo o que ele me faz vou acabar comigo.

Não aguento ser tratada como ele me trata, mas não consigo odiá-lo. Não suporto a ideia de que cada vez que falo com ele sair magoada e arrasada, mas não consigo não falar com ele. Cada vez que falo com ele ultrapasso o limite da dor suportável, e, no entanto, não consigo deixá-lo ir, continuo a deixar que ele me pise e rebaixe e que depois diga que somos grandes amigos. Farta de ser a pessoa que lhe eleva o ego e que o faz sentir bem, e cujo único agradecimento que tem é mais insuportável que o desprezo.

Quero viver uma vida nova, longe de ti e das tuas torturas. Não quero cair novamente no fundo do poço, não aguento bater no fundo novamente. Não posso afundar-me mais uma vez, pois sei que jamais regressarei. Sinto-me impotente perante o teu feitiço. SERÁ QUE NÃO PERCEBES QUE CONTINUO A GOSTAR DE TI? PORQUE AGES COMO SE EU APENAS OLHASSE PARA TI COMO UM AMIGO? Provavelmente sabes que te amo e é isso que te torna tão arrogante, ao ponto de apenas falares sobre a rapariga que gostas e até me mostrares uma foto dela, como se eu fosse uma mera amiga tua. NÃO PERCEBES QUE ME ESTÁS A MATAR? Eu não estava a brincar quando disse que era depressiva. Cada atitude tua, cada gesto teu, cada sorriso, cada palavra acaba com a minha ilusão de felicidade. Sei que muitas vezes a culpa é minha, era eu que devia evitar falar contigo.....

Sei que só eu posso pôr termo a este sofrimento, e espero fazê-lo ainda hoje. Espero que hoje apareças no MSN, para que eu possa acabar de uma vez por todas com esta leda ilusão de que só tu me podes fazer feliz. Há muito que sei que TU NUNCA ME PODERÁS FAZER FELIZ, não enquanto apenas olhares para o teu umbigo, não enquanto só esperares que as raparigas te caiam as pés, sem teres de fazer nada, não enquanto quiseres apenas as raparigas para te elevarem o ego. Cresce meu amor, e aí talvez te tornes na pessoa que eu idealizei de ti. Sim, porque a pessoa que eu imaginei que eras, quase nunca corespondeu à realidade. É duro dizer que o amor que eu sinto é pela pessoa errada, porque tu não eras nem nunca foste o que me pareceste ser quando te conheci.  

Talvez na próxima vida nos encontremos outra vez, mas aí tu já sejas aquela pessoa que parecias ser e tudo seja menos doloroso. Nesta vida, não me parece que tenhamos lugar neste mundo juntos, porque eu não aguento mais essa tua arrogância, esse teu sorriso malandro, esse teu olhar que me despedaça o coração.

Vou esperar por ti, apenas hoje, e a partir daqui vou passar a caminhar ainda mais sozinha, sem a tua presença no meu coração e nas minhas memórias. E cada lágrima que eu ainda chore por ti no silêncio do meu quarto não será mais do que recordações apagadas que não passarão as paredes, talvez fiquem a pairar durante algum tempo no ar, mas com o tempo até as paredes dos meus desabafos te esquecerão, tal como eu farei.

    

sinto-me:
música: Beautiful lie

publicado por Morceguinha às 13:57
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