Sinto-me miserável, não suporto a ideia da solidão. Não suporto o facto de estar rodeada de pessoas e querer apenas encontrar alguém que me preencha, que me mostre o que é ser feliz. Queria ter a possibilidade de poder ter alguém a quem abraçar, a quem dizer palavras bonitas, alguém com quem tenha total empatia e em que baste apenas um olhar para nos entendermos.
Sinto falta do que deixei no passado e que poderia, hoje, fazer parte do presente. E no entanto, hoje, é apenas recordação. Não sei porque ainda penso nisto, não sei porque ainda insisto em pensar no que magoa.
Quero encontrar alguém, preciso de alguém, muito mais do que apenas um amigo. Sinto-me vazia, magoada. E ao olhar para a minha nova turma, para os meus colegas apercebo-me que estou sozinha e que continuarei a estar. Não passo de um fantasma, às vezes, talvez, até seja algo mais que isso. Não me sinto destinada a algo importante, não me sinto destinada a ser feliz. "Where are the hopes, where are te dreams/ My Cinderella story scene". Não queria voltar a ser o que era, porque jurei que a LostSarah tinha morrido, mas as lágrimas continuam a ser as mesmas. Continuo à espera do meu final feliz, de historinhas de contos de fada.....Mas não existem. Não para mim.
Estou cansada de me sentir assim, estou cansada destas crises repentinas, estou cansada de ter de fingir sorrisos alegres, quando estou em farrapos. Estou cansada....
Não consigo mais, não quero aguentar mais isto, quero fugir e não olhar para trás. Não aguento mais ver os outros felizes, quando me sinto irremediavelmente triste. Só quero gritar e deixar tudo. Preciso de alguém como......
O Meu Estado De Espírito:
"I JUST WANNA SCREAM AND LOSE CONTROL
THROW MY HANDS UP AND LET IT GO
FORGET ABOUT EVERYTHING AND RUNAWAY YEAH
I JUST WANT TO FALL AND LOSE MYSELF
LAUGHING SO HARD IT HURTS LIKE HELL
FORGET ABOUT EVERYTHING AND RUNAWAY"
(Avril Lavigne - Runaway)
Pois é o fim-de-semana já acabou. Foi demasiado curto, quase não deu para matar saudades do meu espaço, dos meus domínios, mas apercebi-me que não estava tão agarrada ao meu espaço como pensava. Sim, foi bom voltar a casa depois de quatro dias fora, depois de ter passado esses dias com pesoas que não conhecia e em espaços que não eram meus, mas afinal estar em casa ou fora é muito parecido.
Contudo, sei que ainda me custa, não pelos locais, mas mais pelas pessoas. Queria ter os meus amigos e conhecidos por perto, pois são eles que me fazem sentir em casa (descobri isso durante o fim-de-semana, porque apesar de voltar a casa não estive com os meus amigos). Ainda me custa ir para a escola e saber que ainda não tenho ninguém com quem parlhar determinados aspectos, que nunca confiaria apenas a um conhecido. Ainda me sinto sozinha, desamparada. Queria ter um espacinho para mim naquela turma, mas ainda não tenho. Gostaria de conhecer algumas pessoas daquela turma, mas não consigo. Por favor, deixem-me integrar-me, deixem-me dar-me a conhecer, não me excluam logo à partida. Preciso de alguém que me apoie naquela escola. Felizmente, sei que em casa tenho sempre alguém com quem contar e que, apesar de nem sempre estarem bem, têm sempre uma palavra simpática para dizer. Sem elas sei que provavelmente não me estaria a aguentar como estou.
Mas apesar de tudo e de ontem ter sido um mau dia para mim, hoje sinto-me "feliz". Estou optimista, talvez seja resultado da eventual saída que eu hoje possa vir a ter. Gostava que essa saida se realiza-se, gostava de ir à Noite dos Horários, mas se não for, tenho de me resignar a esse facto.
Espero que o dia que amanhã me espera também seja razoavelmente bom.
Morcega![]()
Ontem não fui capaz de escrever. Sei que me arrependeria mais tarde do que eria escrito. Estava numa lástima, mas não posso culpar ninguém. A escolha foi minha e sou eu que vou ter de enfrentar as consequências.
Sinto-me deslocada naquela escola, não é o meu mundo, não é o meu espaço. Estou a sobrar naquela turma onde os grupinhos estão formados. Talvez esteja a ser injustapara com eles, pois algumas raparigas têm aceite a minha presença no seu grupo. Mas sinto-me a mais. É como que aquilo que elas fazem seja apenas para que eu não esteja sozinha, é como se fosse uma obrigação delas não deixar a míuda nova sem companhia. Não quero ser injusta e sei que provavelmente o estou a ser.
Os rapazes da minha turma nem sequer notam a minha presença. Se calhar é melhor assim, é preferível ser invisivel para eles do que correr o risco de gozarem comigo. Sei que só o tempo poderá mudar as coisas, só o tempo poderá fazer com que os meus colegas me conheçam, não como os meus amigos me conhecem, mas apenas como colegas que têm de conviver na mesma turma. Mas é tão dificil aceitar que não tenho espaço ali.
Acordar todos os dias sabendo o que me espera, um dia de escola vazio, sem nenhum amigo, sem ninguém com quem falar. Não sei se vou conseguir aguentar isto por muito tempo. Sei que este processo também exige de mim, tenho de ser eu a tomar a iniciativa de me dar a conhecer, mas não é fácil quando sentimos que os outros não estão dispostos a conhecer-nos. Gostava muito de ser aceite, mas dificilmente o serei nas semanas que se avizinham.
Às vezes só queria desaparecer e não ter de enfrentar este pesadelo sozinha, mas tenho, é meu e só meu. Esta batalha é minha e vou ser eu que vou vencer, mesmo que para isso fique num farrapo, mesmo que perca o equilibrio emocional, mesmo que me aproxime de um estado de pseudoesespero, ESTA BATALHA SOU EU QUE VOU VENCER.
E mesmo agora, sozinha neste quarto, enquanto sou apenas estilhaços de mim, sei que amanhã ao acordar vou colar novamente todos os pedaços e enfrentar de frente o que me espera, mesmo sabendo que ao fim do dia serei novamente estilhaços de mim.
Recomeçar. É isso mesmo que estou a fazer, a recomeçar do zero, a refazer a minha vida. Não só comecei um novo blog como mudei de casa e de escola.
É estranho estar agora sentada ao computador num quarto que não é o meu. Mais estranho ainda é não ter nenhum dos meus amigos por perto. Este primeiro dia de aulas foi, como hei-de defini-lo, foi definitivamente estranho. A escola é diferente, à imensa gente a correr de um lado para o outro, os colegas de turma já têm os seus próprios grupos e eu sinto-me um pouco como uma intrusa.Não sei o que esperar deles assim como eles não sabem o que hão-de esperar de mim.
Mas apesar de ser assustador estar na nova escola, hoje sinto-me feliz. Sei que me superei, fiz algo que nunca tinha pensado fazer. Se me dissesse à meio ano atrás que eu iria mudar de escola, sair de casa durante a semana como se estivesse na universidade, e que não teria ninguém conhecido, eu provavelmente desatava a rir e ao acreditaria. Sei que ao dar este passo estou a obrigar-me a mudar como pessoa, estou a obrigar-me a crescer e a ser independente. Não tehoa certeza que esta mudança seja a correcta, mas espero que sim, espero que valha a pena o esforço.
Entretanto, enquanto não chego a nenhuma conclusão, vou tentando aguentar esta escolha e espero sinceramente que o próximo dia de escola seja absolutamente fantástico e que eu possa conhecer melhor a minha turma.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
. Odeio
. 10º Capítulo - Love Isn't...